Japão


Nippon-koku / Nihon-koku
Império do Japão

Bandeira

Selo Imperial



Hino nacional: ???
(Kimi ga Yo, Reino Imperial)
Gentílico: japonês, japonesa;

Capital Tóquio
35°41'N 139°46'E
Língua oficial japonês
Governo Monarquia constitucional
- Imperador Akihito
- Primeiro-ministro Taro Aso
Fundação Nacional 11 de fevereiro, 660 a.C.
- Constituição Meiji 29 de novembro de 1890
- Constituição do Japão 3 de maio de 1947
- Tratado de S. Francisco 28 de abril de 1952
Área
- Total 377 873 km² (62º)
- Água (%) 0,8
População
- Estimativa de 2007 127 433 494 hab. (10º)
- Censo 2004 127 033 002
- Densidade 337 hab./km² (30º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
- Total US$4 289 809 milhões (3º)
- Per capita US$33 577 (24º)
Indicadores sociais
- IDH (2006) 0,953 (8º) – elevado
- Esper. de vida 82,6 anos (1º)
- Mort. infantil 2,60/mil nasc. (219º)
- Alfabetização 99,0% (18º)
Moeda Iene (¥ / ?) (JPY)
Fuso horário +9 (UTC)
Cód. ISO JPN
Cód. Internet .jp
Cód. telef. +81
Website governamental www.kantei.go.jp



O Japão (em japonês ??? (Nippon koku, Nihon koku), Nippon ou Nihon, literalmente "origem do sol" ou "terra do sol nascente") é um país insular do Extremo Oriente, formado por um arquipélago situado ao largo da costa nordeste da Ásia. Sua capital é a cidade de Tóquio.

O país é formado por quatro grandes ilhas, Honshu, Shikoku, Kyushu e Hokkaido, e seu arquipélago é formado por mais de três mil ilhas localizadas entre o mar de Okhotsk a norte, o Oceano Pacífico a leste e a sul e o Mar da China Oriental e o mar do Japão a oeste. Através do mar do Japão e do Mar de Okhotsk, contacta com a Rússia, o Estreito da Coreia, a sudoeste, fornece ligação à Coreia do Sul, e na extremidade sul das ilhas Riukyu (Okinawa) aproxima-se de ilha de Taiwan. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões. O Monte Fuji, montanha mais alta do Japão, por exemplo, é um vulcão.

Seu povoamento remonta ao Paleolítico, quando grupos humanos chegaram vindos do continente. A influência de outros povos seguidos por períodos de isolamento caracteriza a história do Japão o que tornou sua cultura uma mistura de influências externas e criações autóctones. Desde a promulgação de sua Constituição em 1947 o Japão manteve uma monarquia constitucional com um imperador e um parlamento eleito, a Dieta.

Com uma população de pouco mais de 127 milhões de pessoas, o Japão é o décimo país mais populoso do mundo. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui Tóquio (a capital do país) e várias cidades vizinhas, é a maior concentração urbana do mundo com cerca de 30 milhões de habitantes. O país tem a segunda maior economia do mundo por PIB nominal, é o quarto maior exportador mundial e sexto maior importador. É membro das Nações Unidas e de vários grupos internacionais como o G8, G4 e APEC, com o quarto maior orçamento de defesa.

Índice
1 História
2 Geografia
2.1 Subdivisões
2.2 Demografia
2.3 Clima
3 Política
3.1 Relações internacionais e forças armadas
4 Economia
5 Educação
6 Cultura
7 Esportes
8 Notas e referências
9 Ver também
10 Ligações externas


História
Ver artigo principal: História do Japão
A ocupação do Japão por grupos humanos teve início entre 10 a 28 mil anos atrás em um período pré-cerâmico, quando povos caçadores-coletores chegaram às ilhas vindos do continente através de istmos. A primeira cultura cerâmica e civilização a se desenvolver no Japão foi a Jomon[3][4] que não desenvolveu a agricultura ou a criação de animais. Entre 250 a.C.e 250, a cultura Yayoi a substituiu vinda de Kyushu trazendo o cultivo do arroz,[5] as ferramentas de metal e a confecção de roupas.[6]

O país foi unificado pela primeira vez no século IV pelo clã Yamato [4] e logo empreendeu a conquista da península da Coréia no final do século. Nos séculos seguintes a competição por cargos no governo enfraqueceu gradativamente o domínio sobre a Coréia até o século VI. Em 552, o budismo foi introduzido no país trazido da Coréia servindo como arma política contra o crescente poder dos sacerdotes.[3] Após a morte do imperador Shotoku em 622 e um período de guerras civis, o imperador Kotoku deu início a reforma Taika que criaria um Estado com poderes concentrados nas mãos do Imperador rodeado por uma burocracia à semelhança da Dinastia Tang na China. Em 710, a capital japonesa foi transferida de Asuka para Nara, réplica da capital chinesa, dando inicío a um novo período da história japonesa no qual a cultura e a tecnologia chinesa tiveram maior influência e o budismo difundiu-se com a criação de templos por parte do imperador nas principais prefeituras.[7]

Mais tarde a capital seria novamente transferida para Heian-kio, a moderna Quioto, e se daria o rompimento entre o imperador Kammu e os monges budistas. A partir daí se estabeleceria a escrita japonesa e uma nova literatura. É nesse período de paz que surge a classe dos samurais como guarda da corte.[3][4] Contudo as disputas surgidas entre os clãs guerreiros Taira e Minamoto levaram à nova guerra civil que só teve fim em 1185 com a ascensão de Minamoto no Yoritomo. Este estabeleceria o governo do xogunato em Kamakura enquanto em Quioto a corte era mantida de forma simbólica. Novo período de paz e enriquecimento cultural e material se estabeleceu até uma nova tentativa mal sucedida de restauração da autoridade imperial feita pelo Imperador Go-Daigo.

O surgimento dos daimyo de base local, enfraqueceu o xogunato e esse enfraquecimento levou a Guerra Onin entre 1467 e 1477 entre os Kosokawa e os Yamana que deu fim ao xogunato. Sem uma autoridade central, os daimyos, agora com autoridade absoluta em seus domínios, deram início a um período de guerras que só terminaria entre 1550 e 1560 com a conquista dos demais domínios por Oda Nobunaga.[3] Foi durante o século XVI que comerciantes e missionários portugueses chegaram ao Japão pela primeira vez, dando início a um intenso período de trocas culturais e comerciais.

No Japão, os portugueses praticaram o comércio e a evangelização. Os comerciantes portugueses tiveram principalmente o papel de intermediários entre a China e o Japão mas tiveram também outros contributos como seja a introdução das armas de fogo no arquipélago. Por outro lado, os Missionários, principalmente os Padres da Companhia de Jesus, levaram a cabo um intenso trabalho de missionação e em cerca de 100 anos de presença Portuguesa no Japão a comunidade Cristã no país chegou a ascender a cerca de um milhão de Católicos.

Toyotomi Hideyoshi deu continuidade ao governo de Nobunaga e unificou o país em 1590. Depois da morte de Hideyoshi, Tokugawa Ieyasu como regente aproveitou-se de sua posição para ganhar apoio político e militar. Quando a oposição deu início a uma guerra, ele a venceu em 1603 na Batalha de Sekigahara. Tokugawa fundou um novo xogunato com capital em Edo e expulsou os Portugueses e restantes estrangeiros, dando início à perseguição dos Católicos no país, tidos como subversivos, com uma política conhecida como sakoku. A perseguição aos Cristãos Japoneses fez parte desta política, levando esta comunidade à conversão forçada ou mesmo à morte, como é o caso dos 26 Mártires do Japão.

Esta política deixou o país isolado por 250 anos até a chegada de navios estrangeiros com Matthew Calbraith Perry em 31 de Março de 1854 exigindo a abertura do país ao comércio revelar a fraqueza interna do xogunato. A Guerra Boshin reestabeleceu o poder do imperador com Meiji do Japão em 1868, quando teve início um período de desenvolvimento econômico e de expansionismo ao qual se seguiram as vitórias nas guerras sino-japonesa (1894-1895) e russo-japonesa (1904-1905) e a conquista da Coréia e das ilhas de Taiwan e de Sacalina, mantendo o interesse do país sobre a Manchúria.[8]


Nagasaki seis semanas após o bombardeamento.A dificuldade de ser reconhecido como igual pelos países Ocidentais na Sociedade das Nações, a proibição de imigração para os Estados Unidos em 1924[8] e a crise econômica na década de 1920[9] e o Isolamento comercial imposto por Estados Unidos contra o Japão levaram ao afastamento do Ocidente e ao surgimento de movimentos ultranacionalistas de direita.[8] Os militares utilizaram-se do assassinato do primeiro-ministro em 1932 para conquistar o poder.[9] Em 1936 o Japão aliou-se à Alemanha e mais tarde à Itália na Segunda Guerra Mundial, invadiu a Manchúria, estabelecendo o governo de Manchukuo, e atacou a base dos Estados Unidos da América em Pearl Harbor. Somente reconheceu a sua derrota na guerra após os bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki e foi ocupado pelos Estados Unidos até 1952.

Ainda depois de Hiroshima ter sido reduzida a cinzas pelo fogo atômico, os militares japoneses continuaram afirmando que o Exército e a Marinha de Guerra imperiais eram capazes de continuar combatendo e, ao infligirem um sério dano ao adversário, poderiam assegurar ao Japão condições decentes de capitulação. Segundo cálculos do Estado Maior norte-americano, para garantir a cobertura dos desembarques nas ilhas nipônicas seria preciso lançar nove bombas atômicas, no mínimo. Mas segundo se soube mais tarde, depois de destruídas Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos não tinha outras bombas atômicas disponíveis, e sua fabricação levaria muito tempo. “As bombas que lançamos eram as únicas de que dispúnhamos, e a velocidade de sua fabricação era muito lenta naquele tempo”, escreveria o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Stimson. Nas três décadas seguintes, houve grande crescimento econômico movido pela exportação de produtos de alta tecnologia até uma recessão na década de 1990. Prioridade para o futuro é desenvolver tecnologia capaz de criar matérias-primas totalmente artificiais, acabando com a dependência de matérias.


Geografia
Geografia do Japão

Imagem de satélite do Japão.O Japão é um país insular que se estende ao longo da costa leste da Ásia. O litoral marítimo do Japão é aproximadamente quatro vezes maior que o brasileiro.[10] As ilhas principais, de norte para sul, são: Hokkaido, Honshu, Shikoku e Kyushu. Além destas ilhas maiores, o Japão inclui cerca de três mil outras ilhas, parte das quais constituem as ilhas Riukyu, inclusive Okinawa, que se estendem a sudoeste de Kyushu até perto de Taiwan.

Cerca de 75% do país é montanhoso [11] com uma cordilheira no centro das ilhas principais, de forma que as pequenas planícies costeiras se tornam as áreas mais povoadas do país.[12] A montanha mais alta do Japão é o monte Fuji com 3.776 metros de altitude e seu ponto mais baixo fica no lago Hachirogata, quatro metros abaixo do nível do mar.[10] Localizado no Círculo de fogo do Pacífico há 80 vulcões ativos no país e os sismos são muito comuns, ocorrendo mil deles sensíveis por ano.[11] Os rios japoneses são curtos e de águas ligeiras. Atingem o mar pouco depois de sua nascente nas montanhas acima e formam geralmente deltas em forma de leque.[11]


Subdivisões
Ver artigo principal: Subdivisões do Japão
Ainda que tradicionalmente o Japão seja dividido em oito regiões, administrativamente o país é formado por 47 prefeituras, cada uma com um governador, um legislativo e uma burocracia administrativa. A antiga cidade de Tóquio foi dividia em 23 bairros especiais, cada um com os mesmos poderes de uma cidade.

No momento o país passa por uma reestruturação administrativa que unirá entre si a maioria das cidades e povoados. Este processo reduzirá o número de regiões administrativas e de subprefeituras e espera-se que corte gastos.[13]

O Japão tem mais de dez grandes cidades que cumprem um papel importante em sua cultura, patrimônio e economia. As dez mais populosas são também capitais de províncias e foram transformadas em cidades por mandato governamental devido à sua importância:

Cidade Prefeitura População[14]
1 Tóquioa Tóquio 8 535 792
2 Yokohama Kanagawa 3 602 758
3 Osaka Osaka 2 635 420
4 Nagoya Aichi 2 223 148
5 Sapporo Hokkaido 1 888 953
6 Kobe Hyogo 1 528 687
7 Quioto Quioto 1 472 511
8 Fukuoka Fukuoka 1 414 417
9 Kawasakib Kanagawa 1 342 262
10 Saitama Saitama 1 182 744

a Os 23 bairros. Também capital do Japão.
b Apenas a cidade criada por mandato governamental.


Demografia
Demografia do Japão

Todai-ji, um templo localizado em NaraA população do Japão é estimada em 127,4 milhões de pessoas.[15] Em geral, ela é bastante homogênea, sendo quase toda composta por japoneses, com minorias ainos e de estrangeiros que vão ao país em busca de emprego, por exemplo. Em 2004 o Ministério da Justiça estimou o número de estrangeiros legais em quase dois milhões sendo estes principalmente coreanos, chineses, brasileiros, filipinos, entre outros. Entretanto o número real de estrangeiros é incerto devido a existência de imigrantes ilegais. A maioria dos brasileiros residentes no Japão são nikkei (descendentes de japoneses) que vivem e trabalham legalmente e são conhecidos como dekasseguis. O Brasil passou a receber imigrantes japoneses em 1908. A maior parte dos imigrantes chegou na década de 1930 e se fixou sobretudo em São Paulo. Hoje, a população nipo-brasileira é de quase 1,5 milhão de pessoas, formando a maior colônia de descendentes de japoneses do mundo. Muitos desses brasileiros de origem japonesa têm imigrado ao Japão em busca de melhores condições de vida, formando uma comunidade de cerca de 300 mil pessoas.

A expectativa média de vida no país é uma das mais elevadas do mundo, 81,25 anos,[19] mas essa população está rapidamente envelhecendo como resultado do grande número de nascimentos posterior à Segunda Guerra Mundial seguido por uma queda na taxa de nascimentos no final do século XX. Assim, em 2004, cerca de 19,5% da população tinha mais de 65 anos.[20] Em 2008 o Japão foi tido como o país com maior índice longevidade em todo o mundo; possuindo mais de 36 mil pessoas com 100 anos de idade.

As mudanças na demografia trouxeram uma série de questões sociais, em particular um provável declínio da força de trabalho e o aumento dos custos com a seguridade social. Nota-se também que uma parcela dos jovens prefere não casar ou formar famílias quando adultos.[22] Prevê-se um declínio da população japonesa para 100 milhões até 2050 e 64 milhões em 2100.[20] Demógrafos e planejadores governamentais, no momento, debatem como lidar com este problema.[22] A imigração e o incetivo à natalidade são por vezes sugeridos como uma solução para proporcionar trabalhadores jovens que possam sustentar o envelhecimento da população. A imigração, contudo, não é uma medida popular.

As principais religiões no Japão são o Xintoísmo e o Budismo. O Xintoísmo é a religião politeísta nativa do Japão. Passou por um processo sincrético com as religiões vindas do exterior: o Taoísmo, o Confucionismo e o Budismo. Este foi introduzido no país no século VI e logo se espalhou entre as classes guerreiras. Muitos japoneses consideram-se tanto xintoístas quanto budistas, o que explica o fato de as duas religiões terem em 2003, somadas, aproximadamente 201 milhões de membros, ou seja, mais do que a população total do Japão, de cerca de 127 milhões de pessoas.[25] O Cristianismo chegou em 1549 no Japão, com São Francisco Xavier e é hoje professado por uma minoria de 0,7% dos japoneses.


Clima

Flores de cerejeira: SakuraO clima japonês apresenta uma clara mudança entre as estações e sofre a influência de massas de ar frias vindas da Sibéria e do continente no inverno, bem como de massas de ar quentes do Pacífico no verão. Os tufões são comuns entre o fim do verão e o início do outono. Em média, formam-se 30 anualmente, dos quais quatro atingem o Japão. O país pode ser dividido em quatro regiões climáticas: a de Hokkaido, de clima subártico, a da costa do Pacífico, temperado, a da costa do Mar do Japão, mais chuvoso, e o da região sudoeste, subtropical.

As diferenças entre as estações do ano mostram-se da seguinte maneira:

O Inverno japonês, que vai de Dezembro a Fevereiro, é seco e tem regularmente Sol. Enquanto o Centro e principalmente o Norte do Japão são frios, o Sul tem o tempo mais agradável, e a temperatura vai raramente abaixo dos 0 °C.
A Primavera japonesa, que vai de Março a Maio, é quando deixa de nevar, sendo que todas as paisagens ficam floridas.
O Verão japonês começa com três a quatro semanas de chuva, sendo este período importante para os agricultores. Depois deste período, o tempo torna-se extremamente quente.
O Outono japonês é muito fresco, com uma ligeira brisa e uma temperatura mais fresca depois do Verão.
O Japão pode ser subdividido em nove ecoregiões florestais que refletem o clima e a geografia das ilhas. Elas vão de florestas subtropicais nas ilhas Ryukyu e Bonin, as florestas temperadas nas regiões de clima mais ameno das principais ilhas, e florestas de coníferas nas porções frias ao norte.



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